Zema defende histórico de privatizações e cita Cemig como pendência em sua gestão

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reforçou publicamente sua posição favorável à desestatização total das empresas mineiras. Durante entrevista recente, o ex-gestor afirmou ter avançado em 118 processos de desestatização ou venda de participações durante seu período no Executivo estadual, restando apenas a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) sob controle estatal direto. Para Zema, o Estado deve focar exclusivamente em pilares como saúde, segurança e educação.
A discussão sobre a privatização da Cemig é um tema sensível para o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, dado o papel estratégico da companhia no fornecimento de energia para o agronegócio e a indústria regional. Zema relembrou que tentou incluir a companhia em programas de quitação de dívidas do estado, mas enfrentou resistência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o que impediu a conclusão do plano antes do término de seu mandato.
Além da Cemig, outras subsidiárias e instituições como o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e a Gasmig foram citadas como ativos que ficaram de fora dos processos concluídos. Em contrapartida, o ex-governador celebrou a desestatização da Copasa, ocorrida em junho deste ano, como um marco de sua agenda econômica, que movimentou mais de R$ 8 bilhões e manteve apenas a 'golden share' com o poder público.
Atualmente, a pauta de privatização da Cemig encontra-se em compasso de espera. O atual governador, Mateus Simões, já indicou que a venda da energética não é uma prioridade imediata de sua gestão, divergindo da celeridade defendida por Zema. O cenário mantém empresários e consumidores da região em alerta sobre os rumos das tarifas e investimentos em infraestrutura elétrica no interior mineiro. Com informações de Regionalzão.


