Mudança no sistema de regulação de vagas de saúde gera demora em internações em Minas Gerais

A implementação da nova Central de Operações para Regulação Estadual (Core/MG), que substituiu o antigo sistema SUS Fácil, tem gerado expressivos atrasos nas internações hospitalares em diversas regiões de Minas Gerais. Tanto pacientes quanto gestores públicos relatam que a transição dificultou a transferência de urgências para hospitais de referência, causando a superlotação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que não possuem estrutura para internações prolongadas.
Prefeitos e secretários de saúde alegam que o novo modelo estadual muitas vezes ignora as pactuações regionais, enviando pacientes para cidades distantes mesmo quando há recursos disponíveis em centros vizinhos. Em alguns casos, a espera por uma vaga de internação ultrapassa 30 horas, enquanto em situações críticas de média complexidade, pacientes chegaram a aguardar até uma semana por transferência.
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, defende que o Core/MG busca maior transparência e segue critérios de prioridade clínica individualizada. O subsecretário de acesso a serviços de saúde afirmou que a grade de referência prioriza o leito mais próximo disponível, mas ressaltou que a busca não se limita mais apenas a microrregiões específicas, visando otimizar a rede estadual em sua totalidade.
A situação provoca apreensão nos municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde a integração entre as UPAs e as Santas Casas é vital para o fluxo das urgências. O temor dos gestores locais é que o novo gargalo burocrático comprometa o atendimento de casos de AVC e infarto, que exigem rapidez absoluta. Movimentos de prefeitos buscam a revisão dos fluxos da plataforma para evitar o colapso operacional das unidades de base.
Com informações de G1 Minas Gerais.



