Governo de Minas sanciona LDO para 2027 com previsão de déficit de R$ 7,67 bilhões

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027, estabelecendo as metas fiscais que regerão as contas públicas estaduais. O texto, publicado no Diário Oficial, projeta um déficit orçamentário de R$ 7,67 bilhões, valor que representa um aumento de 47% em relação ao rombo estimado para o ano de 2026. A previsão é que a receita totalize R$ 142,79 bilhões contra uma despesa fixada em R$ 150,46 bilhões.
Um dos pontos centrais da nova lei são as renúncias fiscais, que somam R$ 26,21 bilhões para o período. Esse montante, destinado a incentivos e benefícios para empresas e setores produtivos, é três vezes maior que o déficit anual projetado. A maior fatia das isenções está concentrada no ICMS, principal tributo arrecadado pelo estado, impactando diretamente o fôlego financeiro para investimentos em infraestrutura e serviços básicos em todas as regiões mineiras.
O orçamento de 2027 permanece pressionado por despesas obrigatórias, que consomem 88,2% do total arrecadado. O pagamento do funcionalismo público é o item de maior peso, orçado em R$ 96,2 bilhões, seguido pelo serviço da dívida estadual. O governador também aplicou vetos a dispositivos que exigiam maior transparência em programas de combate à pobreza e educação, alegando inconstitucionalidade. Tais vetos ainda retornarão para análise e possível derrubada pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Com informações de G1 Minas Gerais.

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