Frente Parlamentar pressiona por renegociação de dívidas antes do novo Plano Safra

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a cobrança para que o Governo Federal aprove um programa de renegociação de dívidas rurais antes do lançamento do Plano Safra 2026/27. A bancada defende que milhares de produtores no Triângulo Mineiro e em todo o país perderam a capacidade de acessar novos créditos devido ao acúmulo de juros altos e prejuízos causados por quebras de safra e oscilações no mercado de commodities.
O centro da discussão é o Projeto de Lei 5122, que propõe a criação de uma linha especial com juros subsidiados, carência e prazo de até dez anos para pagamento. Lideranças do agronegócio argumentam que lançar novos recursos sem resolver o passivo anterior impedirá que os produtores mais atingidos por eventos climáticos consigam financiar o próximo ciclo agrícola.
Por outro lado, o Ministério da Fazenda demonstra preocupação com o impacto fiscal da medida, que pode chegar a R$ 140 bilhões. A equipe econômica defende critérios mais rígidos para a renegociação, priorizando apenas quem comprovar incapacidade total de pagamento por desastres naturais, visando não comprometer as contas públicas.
Além da renegociação, o setor produtivo demanda R$ 27 bilhões para a equalização de juros no próximo Plano Safra, valor considerado essencial para manter a competitividade do campo. O impasse deve ser resolvido nas próximas duas semanas, definindo o rumo do financiamento para pequenas e grandes cooperativas da nossa região. Com informações de Regionalzão.



