Frente fria e neblina impõem novos desafios ao agronegócio no Triângulo e Alto Paranaíba

A chegada de uma frente fria ao Sudeste brasileiro alterou a rotina dos produtores rurais no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Embora sem força para provocar geadas, a mudança climática trouxe uma forte oscilação térmica, com madrugadas variando entre 13°C e 16°C e tardes atingindo 30°C. Essa variação brusca, acompanhada de densos nevoeiros matinais, exige ajustes rápidos no manejo das principais atividades agropecuárias regionais.
Na pecuária, a oscilação térmica aumenta o risco de estresse nos animais e favorece doenças respiratórias, especialmente em bezerros. Segundo especialistas, a produção de leite pode sofrer quebras temporárias devido ao impacto metabólico nas vacas de alta produtividade. O monitoramento constante da sanidade do rebanho é recomendado para evitar surtos de pneumonia nas primeiras horas do dia.
Para as culturas de grãos, como o milho safrinha e o sorgo, a umidade trazida pelo fenômeno atua como um alívio para lavouras que vinham sofrendo com a estiagem, embora o frio possa desacelerar o enchimento de grãos e atrasar a colheita. Já na cafeicultura do Alto Paranaíba, o alerta recai sobre o manejo pós-colheita, evitando que a umidade da neblina prejudique a secagem e a qualidade final do grão nos terreiros.
O setor de hortifrúti em cidades como Perdizes também está em alerta devido ao excesso de umidade foliar, que propicia o surgimento de fungos em plantações de batata, cebola e alho. Produtores devem intensificar o manejo fitossanitário preventivo enquanto aproveitam as tardes ensolaradas para os trabalhos de campo. Com informações de Regionalzão.

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