Esquecimento no envelhecimento: Neurologista de Araxá explica quando se preocupar

A preocupação com a perda de memória é um tema recorrente em consultórios médicos, especialmente entre idosos e familiares. De acordo com a neurologista Dra. Yvely Iunes Akel, da Unimed Araxá, é fundamental discernir entre o envelhecimento natural do cérebro e sinais que podem indicar o desenvolvimento de quadros demenciais, como o Alzheimer. O esquecimento ocasional, como demorar a lembrar um nome ou o local de um objeto, pode ser comum com o avançar da idade.
O alerta acende quando as falhas de memória tornam-se frequentes e progressivas, interferindo na rotina diária. Sinais como repetir perguntas, perder-se em locais conhecidos ou ter dificuldades em tarefas financeiras e de organização medicamentosa exigem atenção. A especialista destaca um exemplo prático: enquanto esquecer onde deixou a chave é algo comum, não reconhecer a utilidade do objeto é um sinal grave de alerta.
Fatores externos também desempenham papel crucial na saúde cognitiva. Problemas como sono de baixa qualidade, estresse, ansiedade, depressão e deficiências vitamínicas podem prejudicar a atenção e a fixação de novas informações. Nesses casos, o problema pode não ser a memória em si, mas a falta de foco no momento do registro do evento, condições que muitas vezes são tratáveis.
A orientação médica é buscar avaliação especializada caso as falhas sejam percebidas por familiares ou pelo próprio indivíduo de forma persistente. O diagnóstico precoce permite investigar causas reversíveis e, em casos de doenças degenerativas, iniciar o suporte necessário para preservar a autonomia do paciente pelo maior tempo possível. Com informações de Jornal Araxá.



