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Entenda por que corpo de pastor de Uberlândia morto na Venezuela não virá em voo comercial

·há 4h
Entenda por que corpo de pastor de Uberlândia morto na Venezuela não virá em voo comercial
Entenda por que corpo de pastor de Uberlândia morto na Venezuela não virá em voo comercial

A família do pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, morador de Uberlândia que faleceu durante os terremotos na Venezuela, enfrenta dificuldades burocráticas e financeiras para realizar o translado do corpo. Embora passagens comerciais tenham valores acessíveis, a legislação internacional exige procedimentos específicos, como embalsamamento e taxas consulares, elevando o custo da repatriação para cerca de R$ 50 mil.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o transporte de restos mortais não pode ser feito como o de passageiros comuns, exigindo contratação de serviços funerários especializados e autorizações sanitárias rigorosas. No caso da Venezuela, a situação logística e o estado de conservação do corpo impediram o embarque em aviões comerciais que haviam sido inicialmente cogitados pela família.

O Itamaraty esclareceu que, embora o registro consular de óbito seja gratuito, o governo brasileiro não possui previsão legal para arcar com despesas de translado, embalsamamento ou sepultamento. Dessa forma, cabe aos familiares ou redes de apoio o custeio integral da operação, que pode variar drasticamente dependendo do país de origem e da complexidade sanitária.

Diante do alto valor, os familiares do líder religioso iniciaram uma campanha de arrecadação virtual para viabilizar o retorno do corpo ao Triângulo Mineiro. A esposa do pastor, que ficou ferida no desastre natural, permanece internada em solo venezuelano enquanto aguarda a resolução dos trâmites para o sepultamento do marido no Brasil. Com informações de G1 Triângulo Mineiro.