Câmara de Uberlândia encerra CPI do Metanol sem registrar casos de intoxicação

Após 183 dias de atividades, a Câmara Municipal de Uberlândia encerrou oficialmente a CPI do Metanol. O relatório final, apresentado após uma prorrogação de 60 dias, concluiu que não foram encontrados registros de intoxicação ou evidências de comercialização sistemática de bebidas contaminadas na cidade. A investigação, que ocupou uma das três vagas regimentais da Casa, não apontou responsabilidades administrativas ou criminais durante seu período de vigência.
Instalada em fevereiro por requerimento do vereador Nei Borges, a comissão gerou debates sobre a prioridade dos temas investigados pelo Legislativo. Enquanto a CPI do Metanol estava ativa, outras apurações consideradas urgentes, como contratos da Saúde e o projeto do Data Center, aguardavam na fila devido às limitações regimentais do parlamento uberlandense. O ritmo lento dos trabalhos também foi alvo de questionamentos, visto que a primeira reunião ocorreu apenas três meses após a instalação.
Apesar da ausência de casos confirmados, o relatório final apontou falhas na rede municipal de saúde. A comissão identificou que não houve capacitação específica para os profissionais de saúde nem a criação de um protocolo próprio para o atendimento de vítimas de metanol, o que poderia gerar subnotificação. A prefeitura alegou seguir diretrizes estaduais e federais sobre o tema.
Com a aprovação do documento final, os trabalhos foram oficialmente encerrados e o processo segue para arquivamento na Presidência da Câmara. A conclusão reforça a análise de que o objeto da investigação carecia de fatos concretos no município desde sua origem, servindo agora como um ponto de reflexão sobre a gestão de comissões parlamentares na cidade. Com informações de Regionalzão.



